O design é essencial dentro da economia circular

Foto: Divulgação

São os designers que pensam criativamente para que itens e embalagens possam ser usados novamente

Se tem um conceito que vem se popularizando nas esferas ambiental e industrial é o da economia circular. De forma mais simples, ela pode ser definida como reaproveitamento total de produtos, dependendo menos de matéria-prima virgem e priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no ano passado mostra que 76,5% das indústrias têm alguma iniciativa de economia circular, embora a maior parte não saiba que elas se enquadram no conceito. Entre as principais práticas estão a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%).

E você sabia que o design pode ajudar na viabilidade da economia circular? Ana Brum, Diretora Técnica do Centro Brasil Design (CBD), explica que o design busca alternativas e oportuniza soluções que incorporam melhores resultados, busca de materiais e multifuncionalidade de produtos e embalagens.”

Um design bem pensado foi o que motivou os jurados do iF Design Award – considerado o maior prêmio de design do mundo – a premiar com um iF Gold o Centro de Distribuição da Drogaria Araújo. A Greco Design criou um sistema de sinalização para o Centro de Distribuição da Araújo, que tem 32 mil m² de espaço.

Embalagens

Uma embalagem para as micro e pequenas empresas é muitas vezes a única forma de comunicação com o cliente, pois não há verbas de comunicação e marketing para campanhas. “Então a embalagem é uma oportunidade única da empresa convencer o cliente que seu produto é bom e as informações corretas são fundamentais. A hierarquia de informações é muito importante”, esclarece Ana Brum.

Independentemente do segmento de atuação, a embalagem deve transmitir confiança ao consumidor e fazer com que ele não tenha dúvidas sobre a segurança do que está comprando. “Percebemos isso com o uso de lacres, de informações pertinentes e visíveis sobre validade, ou ainda quando vemos embalagens intactas e preservadas, sem amassados”, explica.

No quesito estética, podemos entender o apelo estético como design, com a utilização de cores adequadas ao público-alvo, imagens que elevem o produto e mostrem suas características mais promissoras, além de atributos técnicos como legibilidade e boa impressão.

A qualidade do produto está intrínseca à qualidade da embalagem. Esta vai refletir o que está acondicionando e protegendo. Aqui o consumidor crítico vai perceber se o material está adequado, se as informações estão suficientemente indicadas, e principalmente, se pode confiar nesta aquisição.

Queremos ter uma primeira impressão positiva no ponto de venda, pois o primeiro contato do cliente com o produto está ficando cada vez mais disputado frente à tanta concorrência. Buscar este destaque é tarefa de um profissional de mercado que buscará a diferenciação que o produto precisa.

“Cada decisão é importante e vai fazer diferença. Menos é mais. Menos material, menos dimensões, menos tinta, mais transparência, mais atributo”, finaliza Ana.

O CBD pode ajudar empresas a encontrarem um escritório de design que desenvolva embalagens e demais itens que se enquadram dentro da economia circular.

Saiba mais em www.cbd.org.br

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