Apex-Brasil e CBD lançam 3ª edição do Design Export

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Centro Brasil Design (CBD), abriu o primeiro edital para selecionar empresas brasileiras para participarem da terceira edição do Design Export. As inscrições acabam de ser prorrogadas e podem ser feitas até dia 20 de janeiro de 2019.

A iniciativa tem a indústria brasileira como foco e busca incentivar o uso do design como ferramenta estratégica para aumentar e fortalecer as exportações de produtos e embalagens.

O primeiro edital desta edição do programa Design Export selecionará 200 empresas brasileiras, sendo 100 delas do setor de alimentos e bebidas para o desenvolvimento de embalagens e 100 de outros setores para o desenvolvimento de produtos e de embalagens.

As empresas interessadas devem conferir o regulamento (disponível aqui) e preencher o formulário de inscrição até dia 20 de janeiro de 2019. Aquelas que preencherem os requisitos e estiverem habilitadas a participar, receberão apoio técnico e financeiro para o desenvolvimento de um projeto de design de embalagem ou produto. Cada empresa terá um suporte de até R$18.000 para a contratação de um escritório de design cadastrado no programa, além do acompanhamento de um consultor especializado em gestão do design que orientará o empresário em cada etapa de atendimento. “No Design Export utilizamos a metodologia Design na Prática, desenvolvida pelo CBD, que permite a inserção do design nos negócios com ferramentas e etapas que minimizam riscos e potencializam resultados”, explica a diretora Técnica do Centro Brasil Design, Ana Brum.

“Temos como foco ampliar a competitividade das empresas brasileiras no exterior. O uso correto do design profissional, de acordo com o mercado-alvo da exportação, é uma importante ferramenta para turbinar o comércio internacional e contribuir com a imagem do Brasil no mundo”, afirma a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Márcia Nejaim.

Estão previstos mais dois editais de seleção até o final desta edição do programa, em 2020.

“Participar do Design Export deu às minhas embalagens mais apelo visual, modernidade e clareza que refletem a imagem que a empresa deseja ter junto aos clientes internacionais”, diz Ana Paula Medeiros, da Pura Fruta. A empresa desenvolveu, junto ao escritório Müller Camacho Design, embalagens para transporte, rótulos e luvas de uvas e mangas que tem 90% de sua produção destinada à exportação.

Conectada com a Casa Rex por meio do programa, a empresária Maria Carolina F. R. de Lima fez um redesign das embalagens do Café da Condessa com o objetivo de aumentar sua presença no mercado internacional. O resultado foi uma marca forte, coesa, com estampas inspiradas nos frutos e folhas do café. A exportação iniciou com meia tonelada para o Chile e com amostras enviadas para Argentina, França e Canadá, além de negociações importantes com importadoras da Itália e Nova Zelândia. “As novas embalagens permitiram que a minha empresa fosse além dos horizontes e pudesse ser premiada pelo Pentawards, o mais importante prêmio de design de embalagens do mundo”, diz a empresária.

 

O programa

Criado em 2013, o programa Design Export já passou por duas edições, e atendeu, ao todo, 300 empresas de 30 setores diferentes em mais de 120 cidades brasileiras.

Na prática, o Design Export conecta os empresários a profissionais de design para que recebam consultorias e capacitações, além de todo apoio técnico e financeiro para a criação de embalagens produtos voltados ao mercado internacional. Os consultores do programa acompanham todas as etapas do processo, com a devida atenção à gestão do design, diminuindo os riscos de lançamento da inovação no mercado.

Na segunda edição, todas as empresas investiram acima do valor do apoio financeiro recebido pelo projeto.“Isso significa que empresas focadas em resultados e com oportunidades emergentes já executaram investimentos que ultrapassam 100% dos valores financeiros recebidos”, comenta Ana Brum.

Os mercados-alvo foram diversificados. O Mercosul se apresentou como mercado preferencial devido à facilidade de aproximação. No total, 34% das empresas tiveram a América Latina como alvo, seguido da Europa com 25%, América do Norte com 19%, África com 11% e Ásia com 10%. Especificamente no setor moveleiro, 48% indicaram a intenção de exportar para a América do Norte.

A maioria das empresas do programa informou expectativa positiva em relação ao aumento de vendas com o projeto desenvolvido. 71% das empresas têm expectativa de crescimento de até 50%.

Mais sobre o programa pode ser acessado pelo www.designexport.org.br

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