Arquivos Entrevistas | Centro Brasil Design Conexões Transformadoras Sat, 31 Oct 2020 19:24:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.cbd.org.br/wp-content/uploads/2020/06/cropped-favicon-32x32.png Arquivos Entrevistas | Centro Brasil Design 32 32 144594832 Design Export III https://www.cbd.org.br/entrevistas/designexportiii-2/ Thu, 31 Jan 2019 15:59:47 +0000 https://www.cbd.org.br/?p=2965 O post Design Export III apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>

O Design Export é um programa da Apex-Brasil com coordenação do Centro Brasil Design. A iniciativa contribui para que a indústria brasileira inove por meio do design com foco em exportação. No vídeo abaixo, é possível assistir os designers Gustavo Piqueira e Gustavo Chelles sobre o papel dos escritórios de design nesse processo e o consultor do CBD, Laercio Marques, que explicou sobre a iniciativa em si e como ela fortalece a rede de inovação e incentiva o uso do design nas indústrias brasileiras. Além disso, alguns empresários dão seus depoimentos sobre as suas experiências nesse projeto que atendeu 300 empresas de 30 setores diferentes em mais de 120 cidades brasileiras.

Saiba mais sobre o projeto em www.designexport.org.br 

O post Design Export III apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>
2965
Entrevista: Helder Filipov https://www.cbd.org.br/noticias/entrevista-helder-filipov/ https://www.cbd.org.br/noticias/entrevista-helder-filipov/#respond Tue, 20 Jun 2017 20:47:00 +0000 https://www.cbd.org.br/?p=219 Em 1º de junho de 2017 foi lançado o Moto Z2 Play, aparelho celular da Motorola totalmente desenhado no Brasil e pensado para todo...

O post Entrevista: Helder Filipov apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>
Em 1º de junho de 2017 foi lançado o Moto Z2 Play, aparelho celular da Motorola totalmente desenhado no Brasil e pensado para todo o mundo.
O novo aparelho possui 5.99 mm de espessura, tem tela brilhante de 5,5 polegadas, é rápido e leve. Sua estrutura em metal traz um conceito Premium ao smartphone, o que confere beleza e resistência ao produto.

Helder Filipov, designer da marca, liderou todo o processo de desenvolvimento do design desse novo aparelho e conta para o Centro Brasil Design os desafios e expectativas desse projeto.

A Motorola já pensava em fazer uma versão atualizada do Moto Z Play? Quando iniciou esse projeto?

O projeto do Moto Z² Play nasceu logo após o lançamento da primeira geração do aparelho, o Moto Z Play. Sabíamos que o telefone que tínhamos acabado de lançar era revolucionário, assim como toda a família Moto Z, que permite o acoplamento de Snaps modulares na parte traseira do aparelho, mudando completamente o telefone de acordo com a necessidade do usuário. Ainda assim, havia muita coisa que poderia ser otimizada para entregar uma experiência melhor para o usuário final. Queríamos fazê-lo mais fino, deixá-lo mais robusto, mais leve e melhor construído de dentro para fora. No final das contas, queríamos um aparelho mais fácil de ser fabricado, para que o preço final fosse ainda mais atrativo aos nossos consumidores.

E como foi esse processo, quanto tempo durou?

Em setembro de 2015, iniciamos o desenvolvimento do que chamamos de “linguagem de design 2017”, e definimos qual seria a identidade dos produtos e das experiências de todos os telefones Motorola no ano de 2017. Eu trabalhei desde o início dessa atividade e liderei o desenvolvimento da linguagem de design que acabou sendo escolhida como a que direcionou o nosso portfolio de produtos desse ano. Foi uma grande conquista pois, assim, todo o trabalho de design do Moto Z² Play (bem como do Moto G5 e dos outros aparelhos que estão por vir ainda esse ano) teve como referência esse design feito por nós, do nosso estúdio aqui do Brasil. Após definirmos qual a linguagem de referência para nosso design em 2017, fui o escolhido para liderar um dos telefones com maior volume em todo nosso portfolio, e assim o time do Brasil assina o design do novo aparelho.
O projeto teve duração de 12 meses, de março/2016 à março/2017, sendo que boa parte disso é destinado apenas à parte de descobrir como traduzir o que tínhamos em renders e nos programas 3D para a realidade produtiva. Isso incluiu algumas viagens para China, inúmeras horas em reuniões com fornecedores e parceiros chineses e muito suporte do nosso time local.

Quantas pessoas da equipe de design estiveram envolvidas? Quais foram os desafios?

O processo é muito dinâmico, em função da própria velocidade da indústria. E esse, consequentemente, acaba sendo um dos grandes desafios: entregar um produto que tenha relevância para os consumidores, endereçando questões e necessidades latentes, dentro do timing correto do mercado. Para solucionar os problemas, contamos com três estúdios de design dando o suporte durante o desenvolvimento do projeto (são designers alocados no Brasil, meu caso, em Chicago e na China). Em cada etapa, eu trabalhava em parceria com designers de um dos outros estúdios dependendo da demanda do projeto e da expertise necessária para complementar o desenvolvimento. Esse processo é possível apenas por sermos uma empresa global, então, por exemplo, questões referentes à qualidade de execução e processos produtivos são muito mais facilmente contornadas se trabalharmos em conjunto com designers do nosso time na China (uma vez que toda a cadeia de fornecedores está alocada lá e não existe a barreira linguística/cultural entre eles).

Para você, qual é a importância do design desse aparelho ter sido desenvolvido aqui?

O Brasil, bem como a América Latina toda, é um mercado especial para a Motorola. É aqui que vendemos boa parte do nosso volume global, onde temos uma ótima presença em market share chegando a sermos primeiro lugar em alguns países (à frente de Apple e Samsung). Então, nada mais natural do que desenhar o produto aqui na região, com um designer que conhece a cultura brasileira e os regionalismos intrínsecos do nosso mercado. Assim, temos muito do produto sendo feito “dentro de casa”: a concepção, o design, as experiências digitais e a montagem final do produto (uma vez que temos uma fábrica em Jaguariúna responsável pela montagem dos telefones vendidos para toda a América Latina). Tudo é feito aqui, por brasileiros!

Do Brasil para o Mundo, não é mesmo?

Esse projeto tem uma importância muito grande para mim: é um case de sucesso de como é possível projetar, daqui do Brasil, um produto para ser vendido em todo o mundo. O desenvolvimento não é fácil, as variáveis são imensas, essa indústria é extremamente competitiva, mas ver um produto saindo da fábrica com o design totalmente ditado por nós, brasileiros, é um orgulho imenso. Esperamos vender milhões de unidades globalmente, e me sinto muito honrado em ser o responsável pelo design desse telefone. A linha Z é a maior inovação dentro da indústria nos últimos anos, e é incrível escrever essa história junto com a empresa.

Conheça mais sobre o trabalho de Helder em https://www.behance.net/helderfilipov

O post Entrevista: Helder Filipov apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>
https://www.cbd.org.br/noticias/entrevista-helder-filipov/feed/ 0 219
Tommy Li https://www.cbd.org.br/noticias/tommy-li/ https://www.cbd.org.br/noticias/tommy-li/#respond Fri, 20 Jan 2017 17:45:33 +0000 https://www.cbd.org.br/?p=137 Tommy Li é um designer com foco em branding que tem o trabalho reconhecido internacionalmente. O Tommy Li Design é uma das principais agências...

O post Tommy Li apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>
Tommy Li é um designer com foco em branding que tem o trabalho reconhecido internacionalmente. O Tommy Li Design é uma das principais agências de branding de Hong Kong. Entre seus clientes estão muitas empresas chinesas e internacionais, como Swarovski, MTR Corporation, Honeymoon Dessert e Dairy Farm Group.

Li se formou na Escola de Design da Universidade Politécnica de Hong Kong e recebeu mais de 580 prêmios. Costuma dizer que é uma espécie de “médico de marcas”.

O Centro Brasil Design esteve com Tommy Li e fez uma entrevista exclusiva com o designer.

1 – Com os seus clientes você costuma usar o “0 to hero”! Você pode nos contar um pouco mais sobre o papel do design neste conceito?

Para mim, esse conceito diz respeito ao que o cliente pensa sobre o designer. O cliente que começa do zero, que contrata design pela primeira vez, não sabe quão bom você é e qual é a sua habilidade. O que ele quer saber é: “Você pode resolver esse problema para mim?”

O valor do design para um cliente novo é zero porque ele não te conhece e não sabe se você pode ajudá-lo. Por isso é preciso paciência, explicar com lógica para os clientes como é possível resolver um problema baseado nos princípios do design e na criatividade do designer. Com resultados das vendas é possível perceber o resultado facilmente.

A partir daí o valor do design não é mais zero. O projeto é um sucesso, o contexto muda e o empresário começa a te agradecer. Esse trabalho é um processo começa com valor zero e se transforma em algo grandioso, como um herói.

2 – Como medir os resultados dos clientes e mensurar o impacto do uso do design no negócio?

O meu foco é o “retail branding”. Ao desenhar uma logo ninguém sabe se isso funcionará, ninguém sabe se irá desapontar. Em retail branding, é preciso trazer resultados.

Quando nós desenhamos um “rebrand”, nós fazemos uma pesquisa, medimos o antes e o depois, o “turnover per day”. Por exemplo, quantas pessoas entraram na loja durante o dia? Temos que calcular quantas pessoas entraram na loja durante a semana, às vezes até em um mês após o rebrand. Com isso descobrimos se o consumo está aumentando ou diminuindo, descobrimos se o turnover está acima ou abaixo. Com esses dados posso dizer se este é um bom design baseado no fluxo de consumo. E essa é a razão pela qual é muito lógico e muito científico rastrear os movimentos do comércio para conseguir saber se o preço está muito alto ou o preço está muito baixo.

Isso não funciona da mesma forma todos os dias, então precisamos vários tipos de pesquisa e cálculos para que saibamos dizer se um design é bom ou não.

3 – Você tem um case de sucesso que é o Honeymoon Dessert. Eles tinham três lojas antes de te contratar e hoje são 450 lojas. Pode nos contar um pouco sobre o projeto?honeymoon

Esse é um bom exemplo. Antes do processo de rebranding eles tinham 3 pequenas lojas. Oferecemos um plano de negócios para eles que incluía uma cozinha central, ensinamos a usar o espaço, um sistema de design que trabalhasse e funcionasse para todas as lojas.

Uma pesquisa mostrou que o consumo e o fluxo de clientes aumentaram a partir daí. O modelo de negócios cresceu tanto que hoje o negócio tem valor estimado de 1.4 bilhões de dólares de Hong Kong. Com certeza eles não apenas vendem sobremesas, vendem ambição, conceito, valor para a nova geração que vem à loja.

O produto é bem generalista, nada muito especial, mas o que fizemos foi criar uma nova cultura. Os clientes levam a marca no coração e voltam lá porque se identificam com a proposta.

4 – Gostaria de compartilhar conosco a sua experiência com o projeto para a Fundação Ayrton Senna?

Esse trabalho aconteceu 10 anos depois da morte do piloto. Ayrton Senna é o segundo nome mais popular no Japão. O primeiro é o imperador. Senna é um importante ídolo para os cidadãos japoneses.

Então surgiu a oportunidade de fazer um programa em memória ao piloto. Fui apresentado à Fundação Ayrton Senna e desenvolvemos um pôster que apresentava Senna como piloto membro da Fórmula 1 com suas quatro equipes  Toleman, Lotus,  McLaren e Williams.

Fizemos uma coleção limitada com 999 unidades assinadas por duas pessoas: a irmã de Senna, Viviane, e eu. É um projeto cheio de significado para mim porque assisto a Fórmula 1 desde 1990 até hoje por causa do Ayrton Senna.

5 – Como você vê o futuro do design?

Acredito que as áreas do design estão cada vez mais se fundindo. Um projeto precisa de várias expertises somadas, não consegue se sustentar apenas com uma força para finalizar o trabalho.

É isso que chamo de multidesign, é como eu acredito que o design terá espaço no futuro, com profissionais especializados que entendam de todas as áreas do design, além do negócio em si e de pesquisas que meçam resultados para terem projetos de sucesso.

O post Tommy Li apareceu primeiro em Centro Brasil Design.

]]>
https://www.cbd.org.br/noticias/tommy-li/feed/ 0 137