Painel de Debate discutiu os Desafios e Oportunidades dos Editais de Inovação e Design

 

 

Com a proposta de levantar os desafios e oportunidades de editais que têm como temática a Inovação e o Design, foi realizado no dia 13 de novembro o Painel de Debate: Desafios e Oportunidades dos Editais de Inovação e Design. Oito debatedores foram convidados a discutir o tema: Aguinaldo dos Santos, Alexandre Domanowski, Carlos Ganem, Gisele Raulik Murphy, Nilson Violato, Roger Rieger, Ronaldo Duschenes e Túlio Filho. Os convidados foram escolhidos de forma a representar os variados ângulos que envolvem o tema.

A mediação ficou por conta de Ana Brum, Diretora Técnica do Centro Brasil Design – instituição que realizou e apoiou o evento, junto ao Conselho Temático de Política Industrial, Inovação e Design da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), bem como do Senai-PR.

A ideia do encontro foi provocar a sociedade para que buscar mais enquadramentos nas linhas de financiamento e fomento ao design do país. Ana Brum deu início ao debate afirmando que o Brasil não precisa ficar apenas nos rankings negativos quando o assunto é linhas de financiamento. “Ouvimos sempre que não falta dinheiro, e sim, projetos”, afirmou. Já para Alexandre Domanowski, presidente da Prodesign>PR, os escritórios de design precisam se posicionar de forma mais profissional. “O designer não tem visão de business e isso reflete no mercado”, afirmou durante o debate.

Carlos Ganep é Coordenador Nacional do Prêmio Finep desde 2011 e ressaltou a importância do design como agente de transformação. “Para inovar a abraçar a causa do design, é preciso sair da zona de conforto”. Para ele, empresários e designers devem andar lado a lado.

Gisele Raulik Murphy, que atuou no Design Council de Londres e é especialista em políticas públicas de design, contou um pouco sobre o funcionamento das linhas de financiamento de design na Europa. “Ao contrário do que se pensa, essas linhas são bem recentes na União Europeia”, contou. Já no Reino Unido, onde existe a tradição do design, ela relatou que as linhas de fomento funcionam melhor quando há um interlocutor envolvido.

Com o debate, os organizadores esperam que seja gerada uma carta de recomendações do Conselho para as instâncias promotoras de linhas de financiamento e fomento, uma vez que o tema é de relevância para empresários, designers e acadêmicos.